No dia 24 de fevereiro, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) promove grande mobilização contra o avanço de pautas-bombas no Congresso Nacional. O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, reforça a importância da participação dos gestores municipais na manifestação. “Sabemos dos desafios de um ano eleitoral, mas não podemos nos omitir. Portanto, os convido a estarem presentes em Brasília para participar da mobilização. Vamos lutar por respeito ao pacto federativo”, convoca Ziulkoski.
O objetivo da mobilização é evitar que pautas-bombas avancem no Congresso Nacional e prejudiquem ainda mais os cofres municipais. A CNM quer sensibilizar os parlamentares para que não aprovem pautas que devem intensificar a situação calamitosa dos Municípios. São mais de dez proposições em destaque, dentre as quais estão:
A mobilização também deve destacar proposições recentemente aprovadas ou apresentadas que seguem a mesma lógica, como a reforma do Imposto de Renda, instituída pela Lei 15.270/2025, com queda de arrecadação de R$ 5,1 bilhões ao ano. Soma-se a isso a Medida Provisória 1.334/2026, que reformula a regra de reajuste anual do piso salarial dos profissionais do magistério da educação básica.
Proposta da CNM
Por outro lado, a CNM defende a aprovação da PEC 25/2022 como uma das sugestões para amenizar a situação. A pauta propõe um aumento de 1,5% no repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para o mês de março de cada ano. Pelo cálculos da CNM, a PEC garantirá já no primeiro ano, pela regra de transição prevista, R$ 7,5 bilhões aos cofres municipais.
A concentração acontecerá no dia 24 de fevereiro, na sede da CNM, em Brasília, e terá início às 8h30. Prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e demais gestores municipais podem garantir a inscrição aqui.